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13.12.02
by Glaucia
Não dirija bêbado!
O nosso cérebro tem a capacidade de interpretar o meio ambiente e ajustar as nossas ações motoras em resposta a mudanças. Por exemplo, quando estamos dirigindo existe um centro do cérebro que fica constantemente sendo ativado e que monitora sinais de erro. Qualquer mudança do traçado da rua, ou sinal de obstáculo deve ser detectado imediatamente e as nossas ações por trás do volante devem se adequar. Se a nossa resposta não for adequada existe um evento cérebral que é disparado chamado ERN que soa um alarme do qual nem temos consciência. Este alarme indica ao cérebro que a resposta não foi adequada, que erramos. Obviamente, já se sabia que o alcool perturba a nossa capacidade de dirigir. Agora descobriram que o alcool atenua o ERN. Ou seja, não temos a ajuda do alarme que nos diz que estamos errados quando estamos bêbados.
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12.12.02
by Glaucia
Divulgação da ciência
Um dos novos paradigmas do impacto da ciência na sociedade é de que a tendência é de vermos a ciência se tornar senso comum. De uma certa maneira a ciência já está saindo da mão dos especialistas e se tornando assunto dos leigos. Mas na maioria dos casos ela ainda é vista mais com curiosidade e assombro do que com objetividade e discernimento. Em um futuro não muito longínquo se prevê que a ciência passe a ser discutida pelo cidadão comum e que este possa opinar de maneira esclarecida sobre os rumos da tecnologia. A divulgação da ciência tem um papel ativo neste processo de tornar a ciência mais e mais acessível até que ela permeie todos os setores da sociedade e passe a ser um processo coletivo.
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10.12.02
by Glaucia
Virus X Cancer
É interessante imaginarmos poder colocar dois dos maiores inimigos da humanidade em uma luta um contra o outro. Uma das maneiras de se repor a falta de um gene em uma pessoa é através da infecção com um virus que carregaria este gene. Esta está se tornando a metodologia mais promissora da terapia gênica. O virus teria que se manter no organismo por longos períodos de tempo, muitas vezes teria que se integrar ao genoma da pessoa para não ser varrido de circulação e ainda expressar o gene de interesse em níveis adequados. Tudo isso não é trivial. Na luta contra o cancer vale tudo no entanto, e muito tem sido feito na tentativa de se identificar quais seriam os melhores vetores virais para comprir a tarefa. A intenção é entregar às células cancerosas genes que sinalizem para a parada do crescimento (como genes supressores de tumores) ou para que a célula tumoral se mate (como genes apoptóticos).
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9.12.02
by Glaucia
Teste de Alzheimer diminui a ansiedade
O risco de desenvolvimento do Alzheimer é de 10 a 15% para a população em geral. Para um parente direto de uma pessoa que tenha manifestado a doença o risco é de 30%. Um teste está sendo aplicado que diagnostica a presença do alelo do gene ApoE que causa predisposição à doença. Muita gente é contra a aplicação do teste porque ainda não existe cura para a doença e um diagnóstico precoce só iria deixar as pessoas ansiosas. Verdade? Não! Incrivelmente contra tudo o que se esperava, as pessoas que foram diagnosticadas como positivas ficam menos ansiosas quando sabem que vão mais provavelmente desenvolver a doença. Mais de 200 testes psicológicos foram aplicados e não somente estas pessoas ficaram menos ansiosas como esqueceram que apresentavam um risco maior de contrair a doença, ou, se lembravam, lembravam errado e chutavam um número que dizia que elas iriam viver mais do que os não testados! Incrível o ser humano. Se o teste era pra ser preventivo foi tudo por água abaixo. Ninguém liga.