EXPERIÊNCIA No. 3: DIGESTÃO DE DNA PLASMIDIAL COM ENZIMAS DE RESTRIÇÃO ANALISADA EM ELETROFORESE DE DNA EM GEL DE AGAROSE

A partir da preparação de DNA plasmidial obtida na prática 3 de bactérias previamente transformadas com um plasmídio como descrito na prática 1.

Digestão com enzimas de restrição e análise dos produtos da digestão através de eletroforese em gel de agarose.

  1. O sedimento seco sob vácuo em "speed vac" foi ressuspenso em 25m l de T.E. (Esta etapa foi realizada pelos monitores em um dos laboratórios de pesquisa do IQ-USP)
  2. Incubar por 5 min a 65oC.
  3. Tomar um volume apropriado da solução de plasmídeos e adicionar tampão de amostra na proporção 1:10.
  4. Aplicar a amostra em gel 0.8% agarose em TBE como descrito adiante.

 

Digestão de DNA com enzimas de restrição

Preparações de DNA plasmidial ou cromossomal purificadas podem ser submetidas a digestão com enzimas de restrição para identificação e caracterização do DNA. A escolha das enzimas de restrição deve ser baseada no mapa de restrição (quando disponível) ou opta-se pelo emprego de um conjunto de enzimas de forma a permitir a caracterização do DNA em questão, ou seja, obter seu mapa físico. As enzimas de restrição comercialmente disponíveis em geral vem acompanhadas do tampão correspondente e instruções para realizar a reação.

Na experiência a ser realizada o DNA plasmidial será digerido com 4 enzimas de restrição diferentes combinadas ou não

- Cada grupo (ver tabela abaixo) receberá um tubo Eppendorf contendo os componentes da reação com exceção do DNA plasmidial. Manter o tubo em banho de gelo.

  1. Acrescentar 10m L da solução de plasmídeo (pVET, 150ng/10m L) no tubo.
  2. GRUPOS

    1 e 7

    2 e 8

    3 e 9

    4 e 10

    5 e11

    6 e 12

     

    EcoRI

    BglII

    EcoRI e

    BglII

    EcoRI e

    XbaI

    BglII e

    XbaI

    sem enzima

    H2O

    7 m L

    7 m L

    6 m L

    6 m L

    6 m L

    10m L

    Tampão da enzima (10X)

    2 m L

    2 m L

    2 m L

    2 m L

    2 m L

    -

    Enzima (1 U)

    1m L

    1m L

    1m L / 1m L

    1m L / 1m L

    1m L / 1m L

    -

    Plasmídio

    10m L

    10m L

    10m L

    10m L

    10m L

    10m L

    Volume total

    20m L

    20m L

    20m L

    20m L

    20m L

    20m L

  3. Misturar o conteúdo dos tubos por agitação e centrifugação rápida.
  4. Incubar a reação em banho maria a 37° C durante 60min.
  5. Transferir o tubo para banho de gelo e adicionar a cada um dos tubos 2m L de tampão da amostra. Misturar e centrifugar. A amostra está pronta para ser analizada em eletroforese em gel de agarose.

Etapa opcional: A reação pode ser interrompida pela adição de 1m L EDTA 0,1 M seguida de aquecimento a 65° C, por 15min, antes da adição do tampão da amostra.

 

Tampão de digestão 10X Tampão da amostra

Tris-HCl 100mM - 500mM* Tris 10mM pH 8,

NaCl 500mM-1M* EDTA 1mM pH 8,

MgCl2 100mM azul de bromofenol 0,25% p/v

DTT 10mM xileno cianol 0,25% p/v

*(depende da enzima) sacarose 40% p/v

 

 

Eletroforese de DNA em gel de agarose

Preparo do gel de agarose 0,8%

OBS: Serão montados dois ou três géis com espaço para aplicação das amostras obtidas nas duas experiências anteriores.

  1. Pesar 0,8 g de agarose. Adicionar 100mL de tampão TBE (Tris-borato 89mM, EDTA 2mM pH8).
  2. Aquecer em banho fervente e misturar até completa dissolução da agarose. Enquanto espera-se a dissolução da agarose, preparar a forma para o gel. Resfriar até 40° C (até conseguir segurar com as mãos) e acrescentar 5m L de uma solução de brometo de etídio 10mg/mL.

CUIDADO BROMETO DE ETÍDIO É CARCINOGÊNICO!

  1. Despejar sobre a forma para o gel previamente preparada, incluindo a colocação do pente. Deixar solidificar por pelo menos 30min.
  2. Retirar o pente e transferir o gel para a cuba. Adicionar tampão TBE à cuba de modo a cobrir o gel com menor volume possível.
  3. Aplicar as amostras preparadas nas duas experiências anteriores. Aplicar o marcador de tamanho em uma das canaletas. Anotar a ordem de aplicação das amostras no gel.
  4. Ligar a fonte de eletroforese e aplicar aproximadamente 100V.
  5. Cuidado para não tocar o tampão.

  6. Interromper a eletroforese quando o corante azul de bromofenol estiver a 0,5cm do fim do gel. O corante xileno-cianol mostra coloração esverdeada.
  7. Transferir o gel para o transiluminador e, em seguida observar o gel sob luz UV, utilizando óculos protetores. Fotografar o gel com câmera polaroide.

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO - EXPERIÊNCIA No.4

Grupo No.

Data

Nome dos Alunos:

1-

2-

3-

4-

5-

 

OBJETIVO DAS EXPERIÊNCIA (Parte A e Parte B):

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RESULTADOS OBTIDOS :_______________________________________________

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Nome:

QUESTÕES:

1.Por que se utiliza EtBr (Brometo de Etídio) no gel e/ou no tampão da eletroforese?

 

 

 

 

 

2. Quantas bandas do DNA plasmidial purificado na parte A são vizualizadas no gel corado com EtBr? Por que?

 

 

 

 

 

 

 

3. Géis de agarose podem ser usados para análise de fragmentos de DNA que tenham entre 70 a 800.000 pares de base. Assim, é possível estimar o tamanho e a quantidade dos fragmentos de DNA. O tamanho pode ser estimado tomando-se por base a sua mobilidade em relação a de outros de tamanho conhecido. O gráfico da mobilidade em cm (M) contra o tamanho em pb (L) dará uma curva que pode ser usada para leitura do tamanho com relação a uma determinada mobilidade. Entretanto, a interpolação é muito mais precisa se a função puder ser encontrada em uma linha reta: gráfico de log L versus M. A partir da fotografia do gel mostrada abaixo, desenhe uma reta utilizando papel monolog (eixo x, mobilidade em cm, eixo y, tamanho em pb) a partir do tamanho dos padrões de tamanho em pb. Calcule o tamanho dos fragmentos obtidos da digestão do plasmído (pVET) com as enzimas indicadas e desenhe no mapa a posição relativa destes sítios de clivagem.